A Amazon anunciou (também na CES 2026) um marco importante na evolução da sua assistente de inteligência artificial: a Alexa+, versão turbinada do tradicional assistente Alexa, que agora está acessível diretamente no seu navegador web por meio do site Alexa.com.

A novidade amplia o uso da tecnologia para além dos dispositivos Echo e do aplicativo, colocando a empresa em competição direta com plataformas baseadas na web como ChatGPT, da OpenAI, e Gemini, do Google.

Essa mudança também representa uma transição estratégica da Amazon, que iniciou a trajetória da Alexa como um assistente de voz dependente de hardware como alto-falantes inteligentes e telas conectadas. Com a chegada ao navegador, usuários que fazem parte do programa de acesso antecipado conseguem interagir com a Alexa+ por texto, clicando e digitando diretamente no navegador, sem necessidade de um dispositivo “Echo” físico.

Mais uma IA ao alcance dos seus dedos (Imagem: Adriano Camargo)

Essa versão web de Alexa+ reúne funções que vão além de simples respostas a perguntas. Usuários podem pedir desde resumos de conversas anteriores, organizar calendários e listas de tarefas, controlar dispositivos de casa inteligente ou mesmo planejar compras e refeições, integrando serviços do ecossistema da Amazon com ações cotidianas que antes exigiam vários aplicativos e passos separados.

A integração com o portfólio de serviços da Amazon também diferencia Alexa+ de concorrentes. Por exemplo, é possível adicionar diretamente itens à lista de compras no Amazon Fresh ou Whole Foods, gerar recomendações personalizadas de entretenimento e até revisar informações de viagens e reservas em um único fluxo de trabalho via web.

Embora o ChatGPT e o Gemini tenham consolidado suas posições como assistentes de IA baseados na web com interfaces robustas e modelos avançados de linguagem, a Alexa+ entra nessa briga reforçando sua vantagem no controle de dispositivos conectados e no ecossistema familiar e doméstico. É bom lembrar que a Amazon conta com mais de 600 milhões de dispositivos Alexa distribuídos globalmente, o que fornece uma base instalada bastante significativa para o novo serviço na web.

A adoção de Alexa no navegador também abre caminho para que novos públicos experimentem a tecnologia sem precisar adquirir qualquer hardware dedicado. Isso pode ampliar a utilização da assistente em contextos de trabalho e estudo, além do uso doméstico tradicional, ajudando a Amazon a ganhar relevância também no ambiente de produtividade digital.

Mesmo em fase de acesso antecipado, a versão web já tem características que lembram a experiência oferecida por ChatGPT e Gemini: respostas contextuais, continuidade entre sessões de chat e execução de tarefas diversas. A expectativa é que, após o período de testes, o serviço seja disponibilizado a um público mais amplo, possivelmente incluindo ofertas diferenciadas para assinantes Prime e usuários não associados.

A Alexa+ passa a concorrer de forma mais explícita com assistentes de IA baseados em grandes modelos de linguagem, reforçando uma tendência do setor em que empresas ampliam o alcance de suas IAs para interfaces universais e não apenas vinculadas a um hardware próprio.

Para ficar por dentro das principais notícias de tecnologia, siga o Falandodetech no Instagram.

Deixe um comentário

Tendência